EMPREENDER NA EUROPA É DIFERENTE EM RELAÇÃO AOS EUA

Muitos nos perguntam como é empreender na Europa e minha resposta costuma ser sempre muito parecida. Empreender na Europa é substancialmente diferente quando comparamos aos Estados Unidos. Isso mesmo, não estou usando a palavra substancia por não ter outra denominação possível. Substancia é a definição essencial da base existencial de algo. Em geral, empreendemos na América do Norte na base da pirâmide. Criamos empresas de serviços que quase sempre os americanos não querem mais fazer. Veja, isso também representa uma oportunidade para nós, porém a reflexão que faço e que em sua essência, empreender na Europa é uma possibilidade para nós brasileiros de expormos nossa melhor versão, sem precisar ficar à margem da economia.

Anos atrás, passei algum tempo nos Estados Unidos. Já sabia do sub-emprego de brasileiros por lá, mas ver isso na prática, confesso que me deixou assustado. Engenheiros que limpavam piscina, enfermeiros que serviam pizza ou ainda médicos que criaram empresas de prestação de serviço em reformas prediais, me deixaram bem desanimado com tamanho potencial desperdiçado. Por outro lado, nossa latinidade e grau de desenvolvimento gera na Europa, por diversos fatores, enormes diferencias que em alguns países podem assegurar sua continuidade no grupo das nações de primeiro mundo. Vou explicar isso com calma.

Caso você, assim como eu, seja um curioso ou estudioso das relações humanas, quando for exposto aos dados demográficos e de natalidade de alguns países europeus, certamente ficará muito impressionado. Nações como Portugal, Espanha e Itália estão ano a ano perdendo habitantes por razões naturais, mas não os repondo. O cenário dessa forma é um decréscimo populacional e a consequente perda de dinamicidade econômica e criativa.

EMPREENDER NA EUROPA NOS REMETE A NOSSA MATRIZ HISTÓRICA

Por razões históricas, o Brasil acolheu em pelo menos duas grandes emigrações, centenas de milhares de portugueses, espanhóis e italianos. Sendo o Brasil, o país que mais tem descendentes de portugueses e italianos no mundo, isso mostra uma excelente oportunidade de empreender por lá, porém para essas nações isso vai muito além de ter novos empreendedores com ímpeto de crescimento e enriquecimento. Para eles, nós representamos um incremento populacional sem que isso reflita em uma mudança drástica na matriz cultural. Falando de Portugal em especial, nós naturalmente e culturalmente temos uma proximidade intrínseca. Em todos os estudos que já fizemos, os portugueses tem uma enorme proximidade.

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Quando falamos no Conexão Europa sobre como é interessante a oportunidade que temos na Europa, estamos falando por conhecimento de causa. Há anos, empresas que fazem parte do Conexão empreendem no velho mundo e auxiliam empresários e empreendedores brasileiros a literalmente reconquistarmos a Europa. São inúmeras as opções que temos por lá. Se formos para a economia tradicional ligada ao varejo ou a alimentação, temos expertise em atendimento ao cliente, muito diferente do encontrado por lá. Oferecemos diferencial no relacionamento com o cliente e temos ainda em nossa economia, centenas de produtos ou serviços que poderiam ser levados para lá.

TECNOLOGIA COMO GRANDE PORTA DE ENTRADA PARA AS EMPRESAS BRASILEIRAS

Porém, se formos para segmentos mais complexos, sejam eles ligados a engenharia ou a tecnologia da informação, as oportunidades também são bem favoráveis. Na engenharia civil, por exemplo, a Europa vive um bom momento para o Retrofit de imóveis ou ainda a expansão do mobiliário. Infraestrutura não deve ser uma das primeiras opções, mas em outros segmentos existem boas chances. Quando olhamos o mercado de tecnologia da informação temos uma verdadeira ebulição em quase todos os países da comunidade europeia. Com base em economia limpa, as empresas de tecnologia da informação representam um inegável mercado. Tais empresas utilizam uma base de estrutura já existente e em muitos casos reduzem a vacância de construções com seus escritórios.

Estamos falando aqui, de empresas que com base na Europa podem atender todo o planeta. Este mercado além de crescente, vive uma boa oferta de funding ou linhas de financiamento estatal. Com origem nas linhas europeias de incentivo a criação de negócios, quase todos os países da Zona do Euro dispõem de linhas para essas empresas. Juros muito baixos, perto de zero ao ano ou ainda algumas linhas com boa parte a fundo perdido estão disponíveis à empresas que já faturam em países com esses incentivos.

Veja, nem comentei de outras vertentes de negócios tão ou mais interessantes que os já citados. Um deles por exemplo é o mercado enorme criado pelo envelhecimento populacional. A Europa vive o maior envelhecimento proporcional territorial do mundo. Clínicas, cuidadores, terapias para o envelhecimento ou ainda cuidados paliativos, alimentares ou de bem-estar são alguns dos segmentos possíveis.

Este artigo não é um estudo cientifico da população europeia, mas sim a constatação empírica do range de possibilidade que temos de empreender e criar negócios com algum valor para o continente europeu. Gerando riqueza para nós brasileiros, com qualidade de vida para quem quiser realmente desbravar o velho mundo.

O Conexão Europa reúne empresas com diversas capacidades, uma delas é auxiliar esses empreendedores e empresários brasileiros a fincarem raízes na Europa, da melhor maneira possível. Compreendendo como, sintetizando a melhor oportunidade e acima de tudo colocando em prática um projeto consistente. Baseado na formalização desse processo, inclusive incluindo as opções de visto, bem como, as estratégias ligadas a nova economia, em que a presença no mundo digital faz total diferença.

Navegue no Conexão Europa e compreenda que empreender na Europa pode estar mais próximo da sua vida do que você imagina!

Sobre o autor,

Benício Filho.

Formado em eletrônica, graduado em Teologia pela PUC SP, com MBA pela FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, pós graduado em Vendas pelo Instituto Venda Mais, Mestrando pela UNIFESP em Neurologia Oftalmológica na área de Empreendedorismo e pós graduado em Psicanálise pelo Instituto Kadmon de Psicanálise. Atua no mercado de tecnologia desde 1998. Fundador do Grupo Ravel de Tecnologia, Cofundador da Palestras & Conteúdo, Sócio da Core Angels (Fundo de Investimento Internacional para Startups), Conexão Europa e da Atlantic Hub (Empresa de Internacionalização de Negócios em Portugal), atua também como Mentor e Investidor Anjo de inúmeras Startups (onde possui cerca de 30 Startups em seu Portfólio), além de participar de programas de aceleração como SEBRAE Capital Empreendedor, SEBRAE Like a Boss, Inovativa (Governo Federal) entre outros. Palestrando desde 2016 sobre temas como Cultura de Inovação, Cultura de Startups, Liderança, Empreendedorismo, Vendas, Espiritualidade e Essência, já esteve presente em mais de 300 eventos (número atualizado em dezembro de 2019). É conselheiro do ITESCS (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul) bem como em outras empresas e associações. Lançou em dezembro de 2019 o seu primeiro livro “Vidas Ressignificadas”.

 

Construir conhecimento só é possível quando colocamos o aprendizado em prática. O mundo está cansado de teorias que não melhoram a vida das pessoas. Meus artigos são fruto do que vivo, prático e construo.

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