A FAMÍLIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Todas as pessoas encaram dificuldades e precisam superar barreiras a cada dia. Quem possui algum tipo de deficiência enfrenta ainda mais desafios e ter apoio é fundamental para seguir em frente e não desistir diante dos obstáculos para a inclusão.

Em alguns tipos de deficiência, a dependência é muito grande desde o momento do diagnóstico, durante o tratamento, o prognóstico e as conquistas para a autonomia e independência.

Uma criança com necessidades especiais, precisa acima de tudo do apoio da família para que possa iniciar sua vida. A escola tem papel fundamental neste processo, mas é na família que ocorre o primeiro e mais importante ciclo de educação.

Família não se resume a pai, mãe e irmãos. Mas inclui avós, padrinhos, tios, primos e até mesmo os agregados.

Não é uma questão sanguínea, mas de vínculos afetivos que transmitam confiança, já que em algumas situações, como em abrigos, por exemplo, os cuidadores fazem este papel. Com a participação ativa dos familiares, a reabilitação da pessoa com deficiência é efetiva e os resultados esperados em relação à autonomia são alcançados devido a inclusão.

O primeiro passo para participar do processo é conhecer a fundo o diagnóstico, os recursos e tecnologias disponíveis para não ficar focado apenas na deficiência. As limitações existem, mas não devem impedir a continuidade da vida.

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INCLUSÃO: A SUPERPROTEÇÃO PODE SER MAIS DANOSA DO QUE A DEFICIÊNCIA

A família precisa ter uma referência para conseguir enxergar as possibilidades e evitar a superproteção.

Fazer parte de grupos de apoio e conviver com outras pessoas com deficiência em eventos, associações e demais situações sociais viabiliza novas experiências.

Estabelecer uma conexão direta com a escola é essencial para o suporte às ações pedagógicas e a relação com os professores.

Este contato precisa ser frequente e próximo. Longe de ser dependente, uma criança com necessidades especiais, precisa ser compreendida em sua totalidade.

Pessoas com deficiência podem ter uma qualidade de vida igual ou até melhor dependendo das oportunidades oferecidas a elas.

O ideal é que a família e a própria pessoa procurem instituições especializadas na área da deficiência e até mesmo apoio psicológico, um reforço, já que não são todos que têm condições emocionais para o enfrentamento, seja do tratamento ou do processo de reabilitação.

A família, sociedade e escola são agentes que devem caminhar em conjunto e articulados para a promoção das condições de vida das pessoas com algum grau de deficiência.

Na escola, somos promotores da educação e inclusão. 

AUTOR:

BENÍCIO FILHO

Formado em eletrônica, graduado em Teologia pela PUC-SP, com MBA pela FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, pós-graduado em Vendas pelo Instituto Venda Mais, Mestrando pela Universidade Metodista de São Paulo na área de Educação e pós-graduado em Psicanálise pelo Instituto Kadmon de Psicanálise. Atualmente está em processo de conclusão do curso de bacharelado em Filosofia pela universidade Salesiana Dom Bosco.

Atua no mercado de tecnologia desde 1998. Fundador do Grupo Ravel de Tecnologia, Cofundador da Palestras & Conteúdo, sócio da Core Angels (Fundo de Investimento Internacional para Startups), sócio fundador da Agência Incandescente, sócio fundador do Conexão Europa e da Atlantic Hub (Empresa de Internacionalização de Negócios em Portugal).

Atua também como Mentor e Investidor Anjo de inúmeras Startups (onde possui cerca de 30 Startups em seu Portfólio). Além de participar de programas de aceleração, como SEBRAE Capital Empreendedor, SEBRAE Like a Boss, Inovativa (Governo Federal) entre outros.

Palestrando desde 2016 sobre temas, como: Cultura de Inovação, Cultura de Startups, Liderança, Empreendedorismo, Vendas, Espiritualidade e Essência. Já esteve presente em mais de 230 eventos (número atualizado em dezembro de 2020). É conselheiro do ITESCS (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul), bem como em outras empresas e associações. Lançou em dezembro de 2019 o seu primeiro livro “Vidas Ressignificadas” e em dezembro de 2020 “Do Caos ao Recomeço”.

Construir conhecimento só é possível quando colocamos o aprendizado em prática. O mundo está cansado de teorias que não melhoram a vida das pessoas. Meus artigos são fruto do que vivo, prático e construo.

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