QUERO EMPREENDER NA EUROPA, MAS NÃO QUERO PERDER TEMPO E DINHEIRO. POR ONDE COMEÇO?

Como é interessante ver e presenciar a garra brasileira para empreender. São centenas de milhares de exemplos de negócios criados, fadados a fecharem as portas em pouco tempo por não terem claramente um objetivo concreto.

Empreender não é arte, dom ou muito menos truque de mídia. Empreender é a capacidade de criar soluções para problemas reais criando valor e tendo acima de tudo aderência na vida das pessoas, gerando assim, clientes e consumidores.

Quando pensamos em empreender em outro país e mais precisamente no continente Europeu, como podemos reduzir os riscos de insucesso ou elevar nossas chances de construir uma boa fonte de renda? Gostaria a partir da minha experiência como empreendedor e estudioso do tema, ajudá-lo na busca desta possibilidade.

Porém, antes vale ressaltar algumas informações que colaboram com o entendimento que iniciei no parágrafo acima. A imagem que exponho abaixo, reflete em um primeiro plano, nossa capacidade como nação, de empreender. A relação na coluna seguinte, expõe nossa maior fragilidade. Empreender sem inovar é simplesmente repetir modelos e conceitos prontos.

Quando apenas repetimos o que já deu certo, podemos estar repetindo um modelo de negócio que não tem mais capacidade de agregar clientes, ou ainda, algo que apenas atenda uma quantidade de interessados sem que tenha margem ou número suficiente de clientes para que dê lucro. Esta situação é comum em modelos em que não existe inovação e o maior atrativo é a redução dos valores cobrados pelos produtos ou serviços. Reduzindo margens e, consequentemente, seus lucros.

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Nos últimos cinco anos, iniciamos as operações de uma empresa em Portugal, a Atlantic Hub. Esta empresa se soma a cerca de dez outros empreendimentos em áreas como tecnologia, educação, marketing e publicidade. Interessante pontuar desta forma, pois empreender, portanto, deriva da aplicação de método, viver na prática ser persistência e aprender sempre.

Analisando empreendedores brasileiros em Portugal, repedindo modelos que no Brasil já estavam saturados ou ainda iniciando negócios sem a devida maturidade para a economia europeia, confesso que começamos a ficar muito preocupados com tanta falta de preparo que estávamos presenciando.

A Atlantic Hub teve seu início justamente auxiliando empresas brasileiras neste processo de internacionalização. O que percebemos de mais grave, no entanto, se deu de fato em nossa constatação de que muitos dos negócios pretendidos na Europa jamais poderiam ter sucesso. A questão é que estes empreendedores ou já haviam investido uma boa quantidade de dinheiro ou estavam prestes a investir. Como poderíamos ajudá-los em uma fase tão sensível e importante?

Para aprofundar, www.atlantichub.com.br

Buscamos um parceiro local que oferecesse em seu escopo de produtos uma análise de mercado, concorrência, legislação e financiamento. Não foi simples explicar para estes parceiros que na verdade queríamos prevenir a perda de dinheiro oferecendo ao mercado o que chamamos inicialmente de análise de aderência.

O PRIMEIRO PASSO É SABER SE MEU PRODUTO OU SERVIÇO TEM ADERÊNCIA EM PORTUGAL

Reunião após reunião, análise após análise e estudo após estudo, fomos criando um modelo que oferecesse rapidamente uma análise de viabilidade, mas queríamos também que este material fosse acompanhado de informações relevantes para a tomada de decisão, tais como concorrência, legislação e possibilidades de financiamento.

Primeiro a dificuldade em encontrar um parceiro para este estudo, segundo a construção dele em si, mas confesso que valeu a pena. Este produto hoje se chama Atlantic Market Fit. Ele traz em algumas dezenas de páginas, a partir do preenchimento de quatro formulários pelo empreendedor com boa parte das informações necessárias para auxiliar e construir um posicionamento sobre a viabilidade deste negócio no continente europeu.

O interessante deste produto é que quando iniciamos a oferta dele no mercado, muitos empreendedores nos perguntavam se era mesmo verdade e possível ter algo assim, entregue após os preenchimentos dos formulários em pouco mais de cinco dias.

Então, hoje, após quase cinco dezenas de estudos feitos e apresentados, digo que sim, é possível. Com ele temos em mãos boa parte das informações necessárias para ajudar este empreendedor na tomada de decisão de abrir ou não este empreendimento.

Veja, não se trata de desestimular ninguém em seu sonho de empreender fora do Brasil. Porém, o que posso garantir é que presenciamos muitos empreendedores desestabilizarem suas vidas em projetos malsucedidos colocando em risco a família e literalmente jogando dinheiro no lixo por investirem em negócios que não tinham a mínima condição de prosperarem.

MARKET FIT, A PORTA DE ENTRADA PARA PORTUGAL

O Atlantic Market Fit oferece a possibilidade de uma análise rápida e objetiva do negócio pretendido. Alguns casos que analisamos chamam a atenção pela incrível oportunidade que representam, outros, porém comprovam a real necessidade de prudência antes de empreender.

O ponto central do resultado do Market Fit reflete no início deste artigo. Quando falo em inovação, estou basicamente falando da capacidade de criar novos modelos de negócios ou novas abordagens a problemas já existentes.

Esta questão reflete no sucesso ou não deste empreendimento. Porém o que podemos fazer caso tenhamos um bom produto ou serviço e mesmo assim o Atlantic Market Fit for negativo? Cabe mergulhar em seu negócio, compreender o que pode ser atualizado, adequado ou mesmo ressignificado no modelo atual para elevar sua possibilidade de sucesso. Mas como podemos fazer isso?

Fica aqui o convite para você que ficou interessado em empreender em Portugal, entrar em contato conosco no Conexão Europa e entender como pode fazer esta jornada de inovação conosco. Saiba que podemos ajudá-lo neste processo.

Sobre o autor,

Benício Filho.

Formado em eletrônica, graduado em Teologia pela PUC SP, com MBA pela FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, pós graduado em Vendas pelo Instituto Venda Mais, Mestrando pela UNIFESP em Neurologia Oftalmológica na área de Empreendedorismo e pós graduado em Psicanálise pelo Instituto Kadmon de Psicanálise. Atua no mercado de tecnologia desde 1998. Fundador do Grupo Ravel de Tecnologia, Cofundador da Palestras & Conteúdo, Sócio da Core Angels (Fundo de Investimento Internacional para Startups), Conexão Europa e da Atlantic Hub (Empresa de Internacionalização de Negócios em Portugal), atua também como Mentor e Investidor Anjo de inúmeras Startups (onde possui cerca de 30 Startups em seu Portfólio), além de participar de programas de aceleração como SEBRAE Capital Empreendedor, SEBRAE Like a Boss, Inovativa (Governo Federal) entre outros. Palestrando desde 2016 sobre temas como Cultura de Inovação, Cultura de Startups, Liderança, Empreendedorismo, Vendas, Espiritualidade e Essência, já esteve presente em mais de 300 eventos (número atualizado em dezembro de 2019). É conselheiro do ITESCS (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul) bem como em outras empresas e associações. Lançou em dezembro de 2019 o seu primeiro livro “Vidas Ressignificadas”.

Construir conhecimento só é possível quando colocamos o aprendizado em prática. O mundo está cansado de teorias que não melhoram a vida das pessoas. Meus artigos são fruto do que vivo, prático e construo.

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