NOSSA HISTÓRIA: TEMOS CONSCIÊNCIA DO QUE VIVEMOS?

Acredito que sinceramente assim como eu, você já teve a sensação de estar em uma situação que aparentemente já vivenciou. Pode ser algo similar ou que você já sabe mais ou menos o resultado daquilo tudo parece que tudo já estava aí na sua consciência.

Podemos chamar de déjà-vu estes insights que nosso cérebro trás no presente como algo já vivenciado. Nosso cérebro é um gigantesco processador de experiências, sensações e aprendizados. Ao mesmo tempo que o cérebro lança na memória o que nos marca emocionalmente, ele constrói aprendizado a partir deste conjunto de informações.

É bastante interessante esse mecanismo, pois ao mesmo tempo que precisamos viver o presente somos levados quase que a todo momento a projetar o futuro ou achar que já estamos vivendo algo que apenas nossa imaginação está criando.

Veja como é um grande desafio analisar nossa história sem que isso nos prenda ao passado e ao mesmo tempo não nos aprisione ao eterno sonho de imaginar um futuro ou querer viver em função dele.

 

CONSCIÊNCIA: DESVELANDO O PASSADO PARA COMPREENDER O PRESENTE

O termo desvelar nos revela justamente o que precisamos fazer em relação ao nosso passado. Uma vez sendo tirado o véu que cobre nossas experiências vividas temos a oportunidade de compreendê-lo, elaborá-lo e dar o passo seguinte. Viver o presente.

É muito comum encontrarmos ao longo da vida, amigos, parentes ou até mesmo pessoas do nosso cotidiano que saudosamente lembram do passado como um tempo bem melhor do que o atual. Quantas vezes uma perda financeira ou familiar traz à tona sempre o sentimento de que perdemos nossa oportunidade em um passado vivido?

Perdas, erros ou falhas são aprendizados. Caminhamos em uma jornada chamada vida, não existe uma forma de reviver o que foi vivido. Mais complicado ainda, é lamentar o que já foi perdido como disse o filósofo Parmênides, “Sentado em um ponto de um rio tenho uma visão da água que nunca mais se repetirá”.

Desvelar o passado significa de maneira estruturada compreender quais foram os aprendizados, quais foram as perdas e elaborar da melhor maneira possível para podermos continuar em frente. O complicado desse retorno ao passado é que quando fazemos isso sozinhos quase sempre ficamos presos a ele novamente.

Em um processo terapêutico, primeiro compreendemos o que foi vivido. A consciência da nossa história, fundamenta o que somos no hoje. Desvelar o passado não pode significar o retorno a uma caverna ou sofrer eternamente sem que isso seja elaborado.

Quando compreendemos de onde viemos, a qual grupos pertencemos, o que vivemos e o quanto somos resultado disso tudo, começamos a perceber o que está a nossa volta.

 

O PRESENTE APENAS É PRESENTE TENDO SIDO CONSTRUÍDO POR NOSSA HISTÓRIA

Após um grande trauma, muitas pessoas têm suas memórias zeradas. Um dos mecanismos do nosso cérebro para proteger a nossa existência com o menor dano possível após um grande trauma, é lançar uma enorme quantidade de hormônios em nossa memória causando um apagão nos instantes do trauma.

Esse mecanismo também ocorre como recurso do nosso corpo em determinadas situações que não queremos jamais lembrar. Se por um lado isso é importante, por outro cria um buraco na compreensão de inúmeros comportamentos.

Quando nos reconectamos ao nosso passado com as ferramentas para compreendê-lo, nossa busca é pelo aprendizado conquistado. Viver a presente parte deste entendimento do passado vivido.

Não existe crescimento sem dor, revisitar o passado é ter consciência das dores que em muitos casos ele provoca. Retirar as cascas de uma ferida pode representar o retorno de um sangramento que já havia sido controlado pelo nosso corpo.

Nesse revisitar, queremos apenas compreendê-lo, nem que para isso momentaneamente seja necessário sentir algo que nos incomoda.

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O FUTURO NÃO EXISTE ATÉ QUE ESTEJAMOS VIVENDO O PRESENTE

Planos e projetos são inúteis sem que você e eu de fato estejamos vivendo o que temos hoje. Lembro do pai que ao perder o convívio dos filhos por quase cinco anos com a desculpa de estava construindo o futuro deles, chorava em uma seção dizendo que não mais reconhecia seus filhos.

A perda da conexão com eles era tamanha, ele simplesmente não encontrava mais quase nada além da aparência que os relacionava a ele. Pensar um futuro sem que o presente seja o senhor do nosso tempo representa não viver a vida que temos.

Fazer planos, ter uma boa organização e ter claros seus objetivos é fundamental para a construção de um projeto de vida. Mas o futuro nunca pode estar em detrimento do momento atual. Quando temos consciência do que estamos vivendo enxergamos o hoje.

Você e eu somos a soma de tudo que vivemos. Que incrível é poder compreender todas as experiências, dores, alegrias e aprendizados disso tudo. Há uma inteligência quando entendemos tudo isso que nos eleva enquanto seres humanos.

Como comentei em alguns parágrafos acima, que fazer este retorno ao passado sozinho pode significar entrar em uma prisão. Conte com o Instituto Elaborar para esta jornada junto com você!

 

SOBRE O AUTOR:

Benício Filho.

Formado em eletrônica, graduado em Teologia pela PUC SP, com MBA pela FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, pós-graduado em Vendas pelo Instituto Venda Mais, Mestrando pela UNIFESP em Neurologia Oftalmológica na área de Empreendedorismo e pós-graduado em Psicanálise pelo Instituto Kadmon de Psicanálise.

Atua no mercado de tecnologia desde 1998. Fundador do Grupo Ravel de Tecnologia, Cofundador dá Palestras & Conteúdo, Sócio da Core Angels (Fundo de Investimento Internacional para Startups), Conexão Europa e da Atlantic Hub (Empresa de Internacionalização de Negócios em Portugal).

Atua também como Mentor e Investidor Anjo de inúmeras Startups (onde possui cerca de 30 Startups em seu Portfólio), além de participar de programas de aceleração como SEBRAE Capital Empreendedor, SEBRAE Like a Boss, Inovativa (Governo Federal) entre outros.

Palestrando desde 2016 sobre temas como Cultura de Inovação, Cultura de Startups, Liderança, Empreendedorismo, Vendas, Espiritualidade e Essência, já esteve presente em mais de 300 eventos (número atualizado em dezembro de 2019). É conselheiro do ITESCS (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul) bem como em outras empresas e associações. Lançou em dezembro de 2019 o seu primeiro livro “Vidas Ressignificadas”.

Construir conhecimento só é possível quando colocamos o aprendizado em prática. O mundo está cansado de teorias que não melhoram a vida das pessoas. Meus artigos são fruto do que vivo, prático e construo.

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